A humanização do parto como estratégia política: desafios para a psicologia

Autores

  • Amanda Jonas Nascimento Pontificia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Renata Ghisleni de Oliveira Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

Resumo

No Brasil, tem sido crescente o número de cesarianas eletivas, extrapolando o recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Também são crescentes as denúncias de violências obstétricas. Em contrapartida, o movimento pelo parto humanizado e as discussões sobre a humanização da assistência à mulher e ao bebê também estão se ampliando. O objetivo deste artigo é compreender como se operam tais mecanismos nas cenas de parto e de que modo o movimento pelo parto humanizado vem se constituindo como linha de fuga e resistência perante a este cenário de violências e sujeição. Apoiadas na perspectiva foucaultiana, sobretudo nos conceitos de biopolítica e biopoder, o artigo abre caminhos para pensar a implicação ético-política da psicologia neste contexto.  

Biografia do Autor

  • Renata Ghisleni de Oliveira, Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

    Pós-doutorado em Direito (UFMG), Doutora em Psicologia Social (PUC-SP), Mestra e psicóloga em Psicologia Social e Institucional (UFRGS).

    Professora de Psicologia na Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia Jurídica (NPPJ/ CNPq) e colaboradora do CRPMG.

Publicado

2026-05-12

Edição

Seção

Artigos