Tempestade no mar aberto do mercado: autoajuda, crise e empreendedorismo como tecnologias do Eu
Resumo
O artigo apresenta as modulações das estratégias de fomento de capital social da governamentalidade neoliberal pela crise do presente e pelo empreendedorismo de Si. Por meio da análise crítica de alguns exemplares do gênero da autoajuda e sua produção de saberes psicológicos, foi possível delimitar este arcabouço teórico enquanto dispositivo para a condução dos sujeitos a partir da modulação dos afetos, pensamentos, sentimentos e emoções de modo a produzir duplo-vínculo entre crise e a prescrição de rumos. Visando o incremento de performance, prevenção de sofrimento e promoção de bem-estar, tal literatura individualiza o social desde uma psicologização meritocrática dos imperativos da competição e do sucesso. A autoajuda se incorpora à rede de incremento das competências individuais de governamento de si e des outres por parte das lógicas imateriais de controle dos corpos.
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