Subjetividade e vigilância algorítmica

notas sobre o agenciamento tecnológico das plataformas de redes sociais

Autores

  • Sérgio Rodrigo da Silva Ferreira Universidade Federal da Bahia

Resumo

Com a “plataformização” da internet nossos fluxos diários de interação e ações vividas são tornados fluxos digitais que sejam capturáveis de modo que ganhem uso econômico por meio de práticas de vigilância e modulação comportamental. O crescimento desse modelo imbrica-se com os processos de subjetivação de tal modo que se torna um desafio às pesquisas sobre o agenciamento tecnológico das plataformas de redes sociais. Neste artigo, procuramos apresentamos as implicações da visibilidade algorítmica e dos sistemas das plataformas que elencam o conhecimento válido e identificam seus componentes mais relevantes para examinar processos subjetivos enredados. Argumentamos como a criação de uma noção de “objetividade anormativa” dos algoritmos geram a sensação de que eles espelham uma normatividade imanente à sociedade apenas (re)produzindo-a e multiplicando-a. Esses algoritmos produzem espaços de convivência on-line imunes à diferença, usando estruturas de validação de saberes nas quais outras vozes relevantes são ativamente excluídas e desacreditadas.

Publicado

2026-05-12

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Artigos