Subjetividade e vigilância algorítmica
notas sobre o agenciamento tecnológico das plataformas de redes sociais
Resumo
Com a “plataformização” da internet nossos fluxos diários de interação e ações vividas são tornados fluxos digitais que sejam capturáveis de modo que ganhem uso econômico por meio de práticas de vigilância e modulação comportamental. O crescimento desse modelo imbrica-se com os processos de subjetivação de tal modo que se torna um desafio às pesquisas sobre o agenciamento tecnológico das plataformas de redes sociais. Neste artigo, procuramos apresentamos as implicações da visibilidade algorítmica e dos sistemas das plataformas que elencam o conhecimento válido e identificam seus componentes mais relevantes para examinar processos subjetivos enredados. Argumentamos como a criação de uma noção de “objetividade anormativa” dos algoritmos geram a sensação de que eles espelham uma normatividade imanente à sociedade apenas (re)produzindo-a e multiplicando-a. Esses algoritmos produzem espaços de convivência on-line imunes à diferença, usando estruturas de validação de saberes nas quais outras vozes relevantes são ativamente excluídas e desacreditadas.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Psicologia Política

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista Psicologia Política pertencem ao periódico. A reprodução total dos manuscritos aqui publicados está condicionada à autorização escrita do editor da RPP e a citação da RPP como fonte original do texto.