Migração involuntária: narrativas de uma venezuelana sobre as experiências de si e sua família

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Resumo

Neste artigo analisam-se os sentidos atribuídos por uma mulher-mãe venezuelana às vivências de si e de sua família no contexto de migração involuntária. Realizou-se um estudo de caso a partir da história de uma mulher venezuelana que se estabeleceu inicialmente em Boa Vista (RR) e, posteriormente, deslocou-se para Florianópolis (SC). A análise foi realizada a partir da perspectiva teórico-metodológica da “análise de práticas discursivas e de produção de sentidos” (Spink & Medrado, 2013). Na temporalidade narrativa analisada destacaram-se os seguintes temas: “decisão” pela emigração; maternidade transnacional; primeira chegada ao Brasil e as experiências fronteiriças em Boa Vista (RR); segunda migração e a chegada à Florianópolis (SC). Considera-se que a migração involuntária se refere não apenas a um deslocamento geográfico, mas também a um movimento de subjetivação. A narrativa analisada expressa um testemunho vivo da precariedade das condições políticas e socioeconômicas de muitas pessoas latino-americanas em situação migratória.

 

Biografia do Autor

  • Daniel Kerry dos Santos, Núcleo Margens / UFSC-PSI

    Psicólogo (CRP 12/11122), Bacharel e Licenciado em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Assis – SP, Brasil. Especialista em Psicologia Clínica pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Mestre e Doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil. Membro do núcleo de pesquisa Margens – Modos de vida, Família e Relações de Gênero (UFSC-PSI). Atua como psicólogo clínico e social, como esquizoanalista em consultório particular em Florianópolis e como pesquisador nas áreas da Psicologia Social Crítica, Esquizoanálise, Estudos de Gênero e Sexualidades e Estudos da Subjetividade.

Publicado

2026-05-12

Edição

Seção

Teorias e análises intereseccionais no enfrentamento político de desigualdades e opressões