Medo, esperança e superstição: afetividade e adesão à extrema direita

afetividade e adesão à extrema direita

Autores

Palavras-chave:

: Extremismo Político, Afetividade, Psicologia Social, Bolsonarismo

Resumo

 

Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar os mecanismos afetivos da adesão à extrema-direita no Brasil contemporâneo. Para isso, articulamos Psicologia Social e Filosofia Política com uma revisão sistemática da literatura e entrevistas em profundidade com eleitores de Bolsonaro, analisadas por núcleos de sentido. Os resultados apontaram que o medo (da violência, perda de status e privilégios), ancorado na superstição (crença em soluções/salvadores transcendentais), é o afeto estruturante da adesão ao extremismo político. À luz de Espinosa, identificamos um duplo movimento: o medo mobiliza, enquanto a superstição estabiliza subjetivamente, configurando a “servidão afetiva” que converte paixões tristes em apoio a projetos autoritários. Verificamos que essa dinâmica transforma mal-estar difuso em adesão política organizada. Concluímos pela urgência de estratégias psicossociais que confrontem essas narrativas e fortaleçam laços democráticos.

Palavras-chave: Extremismo Político, Afetividade, Psicologia Social, Bolsonarismo

Biografia do Autor

  • Andre Luiz Strappazzon, UFSC

    Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), graduado em Psicologia pela UFSC, com Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia nesta mesma universidade. Integrante do Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política (NUPRA). Tem entrelaçados estudos entre a Filosofia de Espinosa e a Psicologia, trabalhando em projetos de pesquisa e extensão a partir destes referenciais.

  • Tatiana Minchoni, UFSC

    Possui graduação e mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte; doutorado em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Práticas Culturais e Processos de Subjetivação; pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG); e especialização "Práticas Pedagógicas no Ensino Superior pela Universidade Potiguar (UnP). É professora adjunta no Departamento de Psicologia da UFSC e coordena o Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política (NUPRA/UFSC). É pesquisadora integrante do Grupo de pesquisa LAICOS IAPSE da Universitat Autònoma de Barcelona e do Observatório de Psicologia Ambiental Latino-Americana (obPALA/UFRN). Foi editora associada da revista Estudos de Psicologia (Natal) por 3 anos. Foi da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) Gestão 2023-2024. Integra o Coletivo Sarau do Binho e da equipe de produção da Feira Literária da Zona Sul. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando, principalmente, junto aos seguintes temas: artes, política e periferias, desigualdades e violação de direitos, organizações coletivas e movimentos sociais, territórios, direitos humanos e políticas públicas.

Publicado

2026-05-12

Edição

Seção

Artigos