Medo, esperança e superstição: afetividade e adesão à extrema direita
afetividade e adesão à extrema direita
Palavras-chave:
: Extremismo Político, Afetividade, Psicologia Social, BolsonarismoResumo
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar os mecanismos afetivos da adesão à extrema-direita no Brasil contemporâneo. Para isso, articulamos Psicologia Social e Filosofia Política com uma revisão sistemática da literatura e entrevistas em profundidade com eleitores de Bolsonaro, analisadas por núcleos de sentido. Os resultados apontaram que o medo (da violência, perda de status e privilégios), ancorado na superstição (crença em soluções/salvadores transcendentais), é o afeto estruturante da adesão ao extremismo político. À luz de Espinosa, identificamos um duplo movimento: o medo mobiliza, enquanto a superstição estabiliza subjetivamente, configurando a “servidão afetiva” que converte paixões tristes em apoio a projetos autoritários. Verificamos que essa dinâmica transforma mal-estar difuso em adesão política organizada. Concluímos pela urgência de estratégias psicossociais que confrontem essas narrativas e fortaleçam laços democráticos.
Palavras-chave: Extremismo Político, Afetividade, Psicologia Social, Bolsonarismo
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