SUPERVISÃO EM GESTALT-TERAPIA: DA DELICADEZA DE ENSINAR À AVENTURA DE APRENDER

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26823/c67dad51

Palavras-chave:

Experiência de Estágio, Supervisão Clínica, Gestalt-Terapia

Resumo

Este artigo pretende compartilhar o encontro entre ensinar e aprender no espaço de supervisão, a partir de um relato de experiência de estágio clínico em Gestalt-terapia numa universidade pública. Nossa proposta não é constituir um modelo de um fazer, mas sim narrar uma experiência situada, marcada por um contato vivo. Apoiando-nos nessa vivência, apresentaremos questões que foram emergindo desse e nesse diálogo entre supervisora e estagiárias, suscitando descobertas sensíveis, através da articulação teórico-prática em Gestalt-terapia e dos cuidados experimentados em supervisão. Traremos à discussão a importância do acolhimento nesse espaço, possibilitando que as alunas encontrassem suas formas de ser terapeutas, acessando uma dimensão criativa e singular. Enfatiza-se que essa iniciação na universidade, deve ser um processo de formação e cuidado para a construção de uma prática e de um aprender que não cessa, mas nos acompanha enquanto profissionais e para qual essa primeira marca reverbera ao longo da trajetória.

Biografia do Autor

  • Laura Cristina de Toledo Quadros, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    Doutora em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia Social (UERJ Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde atua na graduação e como colaboradora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social. Atuou como professora e coordenadora da Pós graduação lato sensu em Psicologia Clínica com ênfase em Gestalt Terapia do Centro Universitário Celso Lisboa (UCL) de 2008 a 2012, instituição onde ingressou como docente em 1989 . Colaborou com instituições como o Centro de Estudo de Pessoal- Forte Duque de Caxias (CEP), bem como no Instituto de atendimento e pesquisa psicossocial (IAPP), participando de projetos em diversas comunidades de baixa renda na cidade do Rio de Janeiro, no exercício de uma Clínica ampliada. Ganhadora do II Prêmio Fritz Perls-ação social em Gestalt-terapia (2009) e obtendo o segundo lugar no VII Prêmio Margarete de Paiva Simões Ferreira CRP/RJ (2014). Coordena o Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia da UERJ desde 2016 , bem como é coordenadora do projeto de extensão(UERJ) COMtextos: arte e livre expressão na abordagem gestáltica e coordenadora adjunta do Laboratório Gestáltico: configurações e práticas contemporâneas, onde desenvolve atividades extensionistas voltadas para temas contemporâneos que emergem da necessidade da comunidade . Suas principais áreas de interesse referem-se à formação do psicólogo e à investigação clínica, embasando-se Abordagem Gestáltica e na Teoria ator-rede . Organizou eventos e simpósios na UERJ e participou como palestrante em diversos congressos nacionais e internacionais.Coordena a pesquisa “Versões do sofrimento psíquico construída por jovens na contemporaneidade: articulações entre a clínica gestáltica e a Teoria ator-rede. É parecerista de periódicos científicos e da Faperj e participa do grupo de persquisa CNPq "Entre_ redes ".
  • Erika da Silva Araujo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Psicóloga formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (2015). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da UERJ (PPGPS/UERJ; início 2017 - em andamento), bolsista CAPES. Profissional vinculada ao Projeto de extensão da UERJ denominado “Laboratório Gestáltico: configurações e práticas contemporâneas”. Pós-graduanda (lato sensu) em “Psicologia clínica: Abordagem Gestáltica com Teresinha Mello da Silveira” pela Universidade Santa Úrsula (2016 – em andamento). Participou por dois anos como voluntária no projeto de pesquisa "Versões do sofrimento psíquico construídas por jovens na contemporaneidade", coordenado por Laura Cristina de Toledo Quadros. Participou por dois anos do projeto de pesquisa “A escolha da psicologia como profissão ou a experiência de ser um 'ex-trangeiro' numa terra de ninguém”, Coordenado por Eleonôra Torres Prestrelo. Ex-bolsista do Projeto de Extensão da UERJ chamado “GAPsi,- grupos de apoio psicológico”, coordenado por Eleonôra Torres Prestrelo. Possui também graduação em Ciências Biológicas - Modalidade Zoologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999) e mestrado em Zoologia pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia do Museu Nacional UFRJ (PPGZoo-MN/UFRJ, 2001), bolsista CAPES.  Atualmente atuando como psicóloga clínica no atendimento individual, grupos, casais e famílias na abordagem gestáltica. Atua também como professora colaboradora de cursos de pós-graduação lato senso em psicologia e pesquisadora em projetos de pesquisa envolvendo interlocuções entre a Teoria Ator Rede e a psicologia.

  • Deborah da Silva de Souza, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Psicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-2015). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social (PPGPS-UERJ). Bolsista Capes. Por três anos atuou no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA-UERJ) na área de Gestalt-Terapia com crianças e adolescentes. Ainda no SPA-UERJ, atuou por um ano e meio na área de Psicologia Comunitária com mães adolescentes abrigadas. Participou por dois anos como voluntária no projeto de pesquisa "Versões do sofrimento psíquico construídas por jovens na contemporaneidade", coordenado pela professora Laura Cristina de Toledo Quadros, em que realizou atendimentos a grupos de jovens na UERJ. Ainda na UERJ, participou por um ano e meio do projeto de extensão "Quem não chora não mama: grupos operativos focados na relação mãe-bebê na cidade do Rio de Janeiro" e do projeto de pesquisa "Questões da Subjetividade e suas Vicissitudes na Adolescência em Risco", ambos coordenados pela professora Maria Theresa Costa Barros. Atualmente atuando como psicóloga clínica e em projetos de pesquisa e extensão envolvendo o estudo da Psicologia, Teoria Ator-Rede e Gestalt-Terapia.

     

Publicado

2026-04-29

Edição

Seção

Relato de Experiência

Como Citar

SUPERVISÃO EM GESTALT-TERAPIA: DA DELICADEZA DE ENSINAR À AVENTURA DE APRENDER. (2026). Revista NUFEN: Phenomenology and Interdisciplinarity, 10(2). https://doi.org/10.26823/c67dad51