Atendimento à Pessoa Surda por Profissionais de Saúde em Hospital Universitário Pernambucano

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26823/nufen.v14i1.21390

Palabras clave:

Acessibilidade, Libras, Inclusão, Atendimento Hospitalar, Pesquisa fenomenológica

Resumen

Objetivou-se compreender experiências de profissionais de saúde de um hospital universitário pernambucano ao realizarem atendimentos a pessoas surdas, descrevendo sentidos dessas experiências e o manejo dos atendimentos realizados; identificando possíveis dificuldades enfrentadas e estratégias utilizadas por eles com essas dificuldades. Cinco entrevistas individuaisabertas com pergunta disparadora foram realizadas  em um contexto de pesquisa fenomenológica, cujos resultados levaram às seguintes unidades de sentido: limitação da comunicação com o paciente, facilidade de comunicação com a presença de um terceiro, dúvidas quanto ao procedimento clínico realizado, necessidade de recorrer a linguagens não verbais, reconhecimento de falta de formação adequada e sentimento de que a responsabilidade de dominar Libras não era só deles. Conclui-se que: os colaboradores desenvolviam estratégias de comunicação para além da linguagem oral; há urgência de capacitação durante a graduação de profissionais de saúde; e cabe à instituição hospitalar assumir a responsabilidade social de capacitar todos os envolvidos no atendimento.

Biografía del autor/a

Ana Lícia Pessoa Nunes, Universidade Federal do Vale do São Franscisco (UNIVASF)

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Shirley Macêdo, Docente do Colegiado de Psicologia e da Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus Petrolina-PE, Brasil

Doutora em Psicologia Clínica, Docente do Colegiado de Psicologia e da Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus Petrolina-PE, Brasil

Citas

Amatuzzi, M. M. (1993) Etapas do processo terapêutico: um estudo exploratório. Psicologia, teoria e pesquisa, 9(1), 1-21.

Amatuzzi, M.M. (2009). Psicologia fenomenológica: uma aproximação teórica humanista. Estudos de Psicologia, Campinas, 26 (1), 93-100. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2009000100010

Araújo, C. C. J. de Coura, A. S., França, I. S. X. de, Araújo, A. K. F., & Medeiros, K. K. A. S. (2015). Consulta de Enfermagem às pessoas surdas: uma análise contextual. ABCS Health Sciences, 40(1), 38–44. https://doi.org/10.7322/abcshs.v40i1.702

Brasil. (2002). Lei n°10.436, de 24 de abril de 2002, 1. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm

Brasil. (2003). HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização- Brasília, Ministério da Saúde. Recuperado de: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folheto.pdf

Brasil. (2005). Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm

Britto, F. R, & Samperiz, M. M. F. (2010). Dificuldades de comunicação e estratégias utilizadas pelos enfermeiros e sua equipe na assistência ao deficiente auditivo. Einstein (São Paulo), 8(1), 80-85. https://journal.einstein.br/wp-content/uploads/articles_xml/1679-4508-eins-S1679-45082010000100080/1679-4508-eins-S1679-45082010000100080-pt.x43966.pdf

Cardoso, A. H. A., Rodrigues, K. G., & Bachion, M. M. (2006). Perception of persons with severe or profound deafness about the communication process during health care. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14(4), 553-560. https://doi.org/10.1590/S0104-11692006000400013

Carvalho Filha, F. S. S. C., Silva, S. R., & Lando, G. A. (2015). Cuidado ao surdo: conexões com o Direito à Saúde. Revista Ciência & Saberes - Facema, 1(1), 31–38. Recuperado de http://www.facema.edu.br/ojs/index.php/ReOnFacema/article/view/17/9

Constituição Federal De 1988. (n.d.). Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Costa, L. S. M. da, Almeida, R. C. N. de, Mayworn, M. C., Alves, P. T. F., Bulhões, P. A. M. de, & Pinheiro, V. M. (2009). O atendimento em saúde através do olhar da pessoa surda: avaliação e propostas. Rev. Soc. Bras. Clín. Méd, 7(3), 166–170. Recuperado de: http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2009/v7n3/a166-170.pdf

Costa, M. T. P., Borges, L. O., & Barros, S. C. (2015). Condições de trabalho e saúde psíquica: um estudo em dois hospitais universitários. Revista Psicologia Organizações e Trabalho, 15(1), 43-58. https://dx.doi.org/10.17652/rpot/2015.1.490

De França, G., Andrade Pontes, M., Costa, G. M. C., & De França, I. S. X. (2016). Dificuldades de profissionais na atenção à saúde da pessoa com surdez severa, (3), 107–116. https://dx.doi.org/10.4067/S0717-95532016000300107

Glat, R., Pletsch, M. D. (2010) O papel da Universidade no contexto da política de Educação Inclusiva: reflexões sobre a formação de recursos humanos e a produção de conhecimento. Rev. Educ. Espec, Santa Maria, v. 23, n. 38, p. 345-356. https://doi.org/10.5902/1984686X2095

Gomes, F. L. Machado, F.C., Lopes, M. M., Oliveira, R. S., Medeiros-Holanda, B., Silva, L. B., Barletta, J. B., & Kandratavicius, L. (2017) Conhecimento de libras pelos médicos do distrito federal e atendimento ao paciente surdo. Revista Brasileira de educação Médica, 41(3): 390–396. https://doi.org/10.1590/1981-52712015v41n3rb20160076

Holanda, A. (2006). Questões sobre pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenológica. Análise Psicológica, 3, (XXIV): 363-372. Recuperado de http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312006000300010&lng=pt&tlng=pt.

Ianni, A., & Pereira, P. (2009). Deaf community’ s access to the primary health care network. Saúde e Sociedade, 18(2), 89–92. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0104-12902009000600015

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2010). Censo demográfico: Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro, p.1-215. Recuperado de https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/94/cd_2010_religiao_deficiencia.pdf

Macêdo, S. (2006). Condições de trabalho e saúde mental entre profissionais de psicologia na região metropolitana do Recife: um estudo fenomenológico. Travessia, VIII (1),141-158.

Macêdo, S., & Caldas, M. T. (2011). Uma análise crítica sobre técnicas de pesquisa fenomenológica utilizadas em Psicologia Clínica. Revista do NUFEN, 3(1), 3-16. Recuperado de: de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912011000100002&lng=pt&tlng=pt

Macêdo, S. (2015). Clínica humanista-fenomenológica do trabalho: a construção de uma ação diferenciada diante do sofrimento no e por causa do trabalho. Curitiba, Juruá.

Magrini, A. M., & Santos, T. M. M. dos. (2014). Comunicação entre funcionários de uma unidade de saúde e pacientes surdos: um problema? Distúrbios Da Comunicação, 26(3), 550–558. Recuperado de: https://pdfs.semanticscholar.org/d1e6/825593039e83a661d56d9473980525e61e2b.pdf

Mota, R. A., Martins, C. G. M., & Véras, R. M. (2006). Papel dos profissionais de saúde na política de humanização hospitalar. Psicologia em Estudo, 11(2), 323-330. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000200011

Nóbrega, J. D., Munguba, M. C., & Pontes, R. J. S. (2017). Atenção à saúde e surdez: desafios para implantação da rede de cuidados à pessoa com deficiência. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 30(3), 1–10. https://doi.org/10.5020/18061230.2017.6176

Nunes, V. S. (2017). Do sistema para o discurso: concepções de língua(gem) em Ferdinand de Saussure e Mikhail Bakhtin. Porto das Letras, 3(1), 7-26. Recuperado de https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/article/view/4370/12594

Ranieri, L.P., & Barreira, C.R.A. (2010). A entrevista fenomenológica. In Kluth, V. S. & Santos, T., (Orgs). IV Seminário Internacional de Pesquisa e Estudos Qualitativos. UNESP- Rio Claro, São Paulo. Recuperado de https://arquivo.sepq.org.br/IV-SIPEQ/Anais/artigos/46.pdf

Rocha, C., Carolina, A., Roberto, F., Maria, E., & Oliveira, P. De. (2017). Formação de profissionais da saúde e acessibilidade do surdo ao atendimento em saúde : contribuições do projeto “ Comunica ,” 112–128. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.html

Santos, A. S., & Portes, A. J. F. (2019). Percepções de sujeitos surdos sobre a comunicação na Atenção Básica à Saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 27, e3127. https://doi.org/10.1590/1518-8345.2612.3127

Souza, M. F. N. S. de, Araújo, A. M. B., Sandes, L. F. F., Freitas, D. A., Soares, W. D., Vianna, R. S. de M., & Sousa, Á. A. D. de. (2017). Principais dificuldades e obstáculos enfrentados pela comunidade surda no acesso à saúde: uma revisão integrativa de literatura. Revista CEFAC, 19(3), 395–405. https://doi.org/10.1590/1982-0216201719317116

Souza, M. T., & Porrozzi, R. (2009) Ensino de libras para os profissionais de saúde: uma necessidade premente. Revista Práxis, v.1, n.2 http://revistas.unifoa.edu.br/index.php/praxis/article/view/1119

Tedesco, J. dos R., & Junges, J. R. (2013). Desafios da prática do acolhimento de surdos na atenção primária. Cadernos de Saúde Pública, 29(8), 1685–1689. https://doi.org/10.1590/0102-311X00166212

Temporão, J. G. (2010). Portaria nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010. Estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde. Diário Oficial da União. Recuperado de bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4279_30_12_2010.html

Publicado

2022-04-17

Cómo citar

Nunes, A. L. P., & Macêdo, S. (2022). Atendimento à Pessoa Surda por Profissionais de Saúde em Hospital Universitário Pernambucano . Revista NUFEN: Phenomenology and Interdisciplinarity, 14(1). https://doi.org/10.26823/nufen.v14i1.21390

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 > >> 

También puede {advancedSearchLink} para este artículo.