Sobre a Revista

A Revista Psicologia Política é um periódico mantido pela Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP). A Revista é uma publicação dirigida ao campo de estudos interdisciplinar da Psicologia Política. Constitui-se, portanto, em um periódico de estudos das problemáticas no campo da Psicologia Política que tem como epicentro a reflexão sobre o comportamento político nas sociedades contemporâneas. A Psicologia Política se constitui historicamente a partir de contribuições de diferentes áreas das ciências humanas que articulam debates nos quais as condições objetivas e subjetivas estejam presentes, sendo compreendidas por diferentes abordagens teóricas, como codeterminantes, portanto, constituintes dos comportamentos coletivos, dos discursos, das ações sociais e das representações que constituem antagonismos políticos no campo social. O foco da revista é a publicação de estudos originais, sejam empíricos ou teóricos, sobre fenômenos políticos - abrangendo debates relativos, por exemplo, a movimentos sociais, políticas públicas, relações de dominação, democracia – ou sobre a história da psicologia política. Estes estudos podem ser orientados por diferentes abordagens teóricas e metodológicas (qualitativas e quantitativas) que privilegiem a ruptura com dicotomias como indivíduo x sociedade, condições objetivas x condições subjetivas , ciência x política. Considera-se interessante que as produções submetidas à revista discutam o modo como concebem as noções de político e/ou de política em suas análises, sendo uma preocupação da Revista fomentar debates internos ao próprio campo de estudo da Psicologia Política. A Revista preocupa-se com o desenvolvimento deste campo interdisciplinar de reflexão e prática investigativa, no qual os principais debates têm sido reunidos em torno de questões como o preconceito social, diferentes formas de racismo, ações coletivas e movimentos sociais, violência coletiva e social, socialização política, comportamento eleitoral, relações de poder, valores democráticos e autoritarismos, participação social e políticas públicas, bem como os estudos sobre opinião pública e meios de comunicação de massa, em abordagens quant i e qualitativas. Reúnem-se, ainda, nestas preocupações, os estudos sobre análise de discursos e ideologias, de universos simbólicos e de práticas institucionais. As questões referentes aos debates teóricos e metodológicos neste campo são bem recebidas por este conselho editorial, que tem a preocupação de debater cientificamente o aprofundamento das temáticas constituintes da interface entre os aspectos políticos e os psicológicos.